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Aston Martin manterá o V12 até 2035, mas o tornará raro

Konstantin Lupandin
Konstantin Lupandin
Julho 14, 20264 min de leituraVisualizações 234
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  1. Por que o limite de 1.000 carros faz diferença
  2. O novo V12 só chegou em 2024
  3. Onde a Aston Martin continuará usando o V12
  4. Nova plataforma reunirá esportivos e SUV
  5. Por que a linha principal não terá híbridos plug-in
  6. O elétrico da Aston Martin virá mais tarde
  7. O que a estratégia significa para os compradores

Conteúdo

  1. Por que o limite de 1.000 carros faz diferença
  2. O novo V12 só chegou em 2024
  3. Onde a Aston Martin continuará usando o V12
  4. Nova plataforma reunirá esportivos e SUV
  5. Por que a linha principal não terá híbridos plug-in
  6. O elétrico da Aston Martin virá mais tarde
  7. O que a estratégia significa para os compradores
Aston Martin manterá o V12 até 2035, mas o tornará raro

A Aston Martin não pretende abrir mão tão cedo do motor de doze cilindros. A marca já adaptou seu V12 5,2 litros biturbo às exigências atuais da Europa e dos EUA, e o volume limitado de produção deve permitir seu uso por pelo menos até 2035.

A principal condição é manter as vendas de modelos com V12 abaixo de 1.000 carros por ano. Foi o que o CEO da Aston Martin, Adrian Hallmark, disse ao Auto Express em entrevista publicada em 6 de julho de 2026. O Car and Driver repercutiu suas declarações em detalhes em 8 de julho, e o assunto voltou a aparecer em publicações automotivas no dia 13 de julho.

Não se trata de levar o V12 de volta a toda a gama da marca. O motor continuará reservado aos modelos GT de topo e às séries limitadas, enquanto a linha principal evoluirá em torno dos V8, de sistemas híbridos leves de 48 volts e, no futuro, de modelos elétricos.

Por que o limite de 1.000 carros faz diferença

Hallmark afirmou que, com vendas anuais de V12 abaixo de 1.000 unidades, a Aston Martin poderá usar as isenções para pequenos volumes pelo menos até 2035. A empresa não divulgou um documento jurídico separado explicando como as regras se aplicam a modelos e mercados específicos, então as palavras do executivo seguem sendo a principal fonte desse número.

Na União Europeia, de fato, existem condições especiais para fabricantes de menor porte. Na página oficial da Comissão Europeia sobre as normas de CO2 para carros, consta que fabricantes responsáveis por menos de 1.000 novos registros por ano ficam isentos da meta individual de emissões para o ano seguinte. Para outras empresas de baixo volume, há a possibilidade de solicitar flexibilizações específicas.

Essas regras não significam que qualquer motor seja automaticamente permitido até 2035. É preciso considerar homologação, exigências de emissões de poluentes, médias da linha e as regras de cada mercado. A Aston Martin conta manter o V12 por meio de uma combinação de atualização técnica e produção muito limitada.

O novo V12 só chegou em 2024

Em 1º de maio de 2024, a Aston Martin apresentou oficialmente a nova geração do V12. No comunicado sobre o início de uma nova era do V12, a marca anunciou 835 cv de potência e 1.000 Nm de torque.

Embora a cilindrada de 5,2 litros e a configuração com dois turbocompressores tenham sido mantidas, o motor recebeu cabeçotes retrabalhados, comandos de válvulas, dutos de admissão e escape, novos injetores e turbocompressores com menor inércia. A fabricante deixou claro desde o início que o motor seria destinado aos modelos mais caros e mais raros.

Em 2 de setembro de 2024, o motor estreou no Vanquish de terceira geração de produção. Segundo a apresentação oficial do Aston Martin Vanquish, o carro entrega 835 cv, 1.000 Nm e pode acelerar até 345 km/h. A produção do próprio Vanquish foi inicialmente limitada a menos de 1.000 exemplares por ano.

Parâmetro

Dados confirmados

Status

Cilindrada do V12

5,2 litros

Confirmado oficialmente pela Aston Martin

Sobrealimentação

Dois turbocompressores

Confirmado oficialmente pela Aston Martin

Potência no Vanquish

835 cv

Confirmado oficialmente pela Aston Martin

Torque

1.000 Nm

Confirmado oficialmente pela Aston Martin

Referência de volume anual do V12

Menos de 1.000 carros

Declaração do CEO em entrevista

Prazo estimado de manutenção do V12

Pelo menos até 2035

Declaração do CEO em entrevista

Futuros modelos com V12

Lista completa não foi revelada

Ainda não se sabe

Onde a Aston Martin continuará usando o V12

O nome mais óbvio para o motor continua sendo o Vanquish. Ele ocupa o topo da linha com motor dianteiro e já se encaixa na estratégia de produção reduzida. O V12 também serve para projetos especiais, como o Valour e o Valiant, em que preço alto e tiragem limitada importam mais do que vendas em volume.

Ao mesmo tempo, a empresa não prometeu que cada nova geração do Vanquish manterá necessariamente a mesma configuração de motor. Também não foram anunciadas novas séries limitadas que virão depois dos modelos atuais. O único plano confirmado é continuar produzindo o V12 em pequenos volumes.

A Valkyrie segue em uma trilha separada. Seu V12 atmosférico de 6,5 litros é diferente do motor biturbo do Vanquish e não faz parte do mesmo programa de série. Por isso, os planos para as versões de rua e de competição da Valkyrie não podem ser transferidos automaticamente para os futuros GT da Aston Martin.

Nova plataforma reunirá esportivos e SUV

Manter o V12 é apenas parte da nova estratégia de produto. Em entrevista ao Auto Express, Hallmark disse que a Aston Martin está desenvolvendo uma arquitetura modular do zero. Ela deve servir de base para a próxima geração de esportivos e crossovers.

Segundo o executivo, a nova estrutura permitirá aumentar a rigidez da carroceria sem elevar muito o peso. Entre as áreas citadas estão pontos de fixação da suspensão mais rígidos, direção traseira e componentes compartilhados entre veículos de diferentes tipos.

Os primeiros modelos baseados nela podem chegar em três ou quatro anos, ou seja, em princípio até o fim da década. No entanto, a Aston Martin ainda não divulgou um cronograma oficial, não citou carros específicos nem revelou as características da plataforma.

Por que a linha principal não terá híbridos plug-in

A nova arquitetura, segundo Hallmark, não foi pensada para sistemas híbridos plug-in. A direção acredita que o peso elevado da bateria e a complexidade do PHEV não trazem vantagem suficiente, especialmente se os proprietários raramente recarregam o carro na tomada.

Em vez disso, os futuros modelos com motor a combustão deverão receber sistemas híbridos leves de 48 volts. Esse conjunto não permite longos trajetos apenas com eletricidade, mas pode ajudar o motor nas acelerações, recuperar energia nas frenagens e alimentar os equipamentos auxiliares.

Essa decisão não se aplica retroativamente ao Valhalla. O supercarro de motor central já foi desenvolvido como um híbrido plug-in completo com V8 e três motores elétricos. Ele continuará sendo um projeto tecnológico à parte, não um molde para toda a próxima linha.

O elétrico da Aston Martin virá mais tarde

A nova plataforma precisa levar em conta a possibilidade de instalar um conjunto totalmente elétrico, mas o lançamento de um elétrico de produção foi empurrado para a década de 2030. A empresa não informou uma data exata e não disse se o primeiro modelo elétrico será um esportivo ou um SUV.

Antes, a Aston Martin planejava lançar seu primeiro elétrico bem mais cedo. A revisão dos prazos mostra que a marca está escolhendo uma estratégia mista: mantém os raros V12, introduz gradualmente os híbridos leves, conclui o lançamento do Valhalla e, ao mesmo tempo, prepara a arquitetura para modelos a bateria.

O que a estratégia significa para os compradores

Ter o V12 na linha não tornará esses Aston Martin mais acessíveis ou comuns. Pelo contrário, a limitação da produção vai reforçar a raridade dos carros e concentrar o motor nas versões mais caras. Os compradores também terão de considerar as regras regionais, já que a disponibilidade de um modelo específico pode variar entre Europa, EUA e outros mercados.

Até 2035, o V12 provavelmente continuará sendo não a base do negócio da Aston Martin, mas o ápice técnico e emocional da marca. O volume principal de vendas ficará com os modelos V8, os crossovers e os conjuntos motrizes progressivamente eletrificados.

Por enquanto, estão confirmados o motor modernizado, sua aplicação no Vanquish e a intenção da direção de manter o volume anual do V12 abaixo de 1.000 carros. Os nomes dos futuros modelos, os prazos de lançamento e os parâmetros do sistema de 48 volts ainda não foram revelados.

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